terça-feira, 10 de maio de 2011
Minha Cidade nos Olhos de um Velho
Haja amor
terça-feira, 12 de abril de 2011
VIDA VAZIA - UM CONTO
segunda-feira, 21 de março de 2011
VERSOS
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
BOCAS DE SINO
Saiu naquela manhã se sentindo um tanto estranha com as roupas que vestia. Setia-se na verdade, uma pessoa presa em uma foto de 1970. Como eram mesmo os nomes dessas calças? , se perguntou, Ah, Lembrei! Bocas de sino, calças bocas de sino.
Ela tinha visto uma imagem do pai vestindo algo parecido com aquilo. A peça ajustada na cintura ia fazendo uma abertura em forma de sino quando chegava à barra deixando um grande espaço que mal lhe mostrava os pés.
Lembrou-se imediatamente do pai, quantos anos ele teria quando usou aquela roupa? Já havia conhecido sua mãe? Teria ele, sonhos maiores, como os seus, para a vida futura? Teria ele realizado estes sonhos ou os enterrado como os pés cobertos naqueles enormes pedaços de pano?
Ela não sabia. Não havia como saber. Sempre considerara o homem como um ótimo pai. Bem melhor que muitos de seu tempo. Porém, ele sempre fora um tipo carrancudo e enigmático. Falara muito pouco de si mesmo, preferia concentrar-se a educar os filhos, dizendo-os o que fazer ou não, como e quando fazer. Corrigia-os com voz firme e quando as coisas apertavam abrandava o som para perguntar se precisavam de algo. Era mesmo aquele tipo famoso que não deixa faltar nada, como dizia sua avó, mas faltava algo muito importante e ela sabia. Faltava saber quem de fato se escondia por trás da postura ereta. O que havia de sentidos e sensações em torno daquele coração que ela nunca vira, atado por trás do bigode aparado e da barba sempre bem feita.
A menina se sentiu agoniada por um momento enquanto se dava conta de que não sabia sequer se aquele homem que a criava e cuidara dela durante tantos anos era feliz, ou se assim, como ela, sentia o peito apertado as vezes como se fosse sufocar e então olhava para o céu e se indagava sobre o sentido de tudo que vinham vivendo, aquela coisa toda que sua família vinha enfrentando. Ela preferiu não pensar nisso, não agora. Questionou-se se assim, como ela, o pai não via mais beleza nas cores pintadas pelas crianças da casa vizinha na calçada, se também assim, como ela, se questionava e perguntava a si mesmo. Até quando?
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
UM CONTO
Algumas histórias se confundem, pessoas se parecem e o tempo não passa em meio a tanto tédio, era o que ela pensava no escuro enquanto tentava dormir, levantou, abriu a janela e deixou que a luz ainda que fraca entrasse pelo vão.
“A vida deveria ser mais original” disse num tom baixo, mas suficiente pra ela se assustasse com o som da própria voz, ela nunca gostou de escuro, muito menos quando está sozinha. Medrosa é o que ela era, uma menina medrosa e insatisfeita, sempre soube que era assim, nunca teve coragem alguma. Não gostava do escuro, da solidão. Não gostava de gente e nem de fazer nada novo, só pensava. Não tinha medo de pensar, mas freqüentemente seus pensamentos a assustavam também.
Cerrou os olhos, tentou espantar um sombrio pensamento, levantou-se de novo e fechou a janela totalmente, não podia dormir com o barulho da chuva, mas a chuva era uma desculpa, o que a incomodava mesmo era perceber que passaram minutos, talvez horas e ela continuava só. Deitou numa posição diferente, passou a pensar em coisas que quase todos pensam, sua família, seus amigos, um amor, um sonho, o passado e o futuro. A maioria a atormenta, enquanto outros tranquilizam.
Uma menina escondida. É o que de fato ela era. Esperando pelo sol.
Esperou toda uma noite e ainda estava de olhos abertos quando os primeiros raios de luz invadiram o dia. Pensou que ela poderia, um dia quem sabe, despontar como aquela luz que, ao passar pela noite mais sombria, despontaria, brilharia e quem sabe poderia ser livre.
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
SOBRE MIM, ENFIM.
Eu deveria estar estudando pra um debate agora. A matéria? Assessoria de Imprensa. Caros colegas, se eu for mal, vocês vão ler isso aqui vão saber que gastei tempo escrevendo mais e estudando menos. Desculpem.
Pois é, sou grata pela faculdade que curso, sou apaixonada pelo conceito de jornalismo, sua história e suas propostas, mesmo que elas andem distorcidas por ai.
Eu encontro nessas benditas palavras um descanso, um carinho.
Encontro Nele todo sentido e vontade.
O caso é, como disse outro dia no meu twitter, tenho sonhado sonhos mui altos e há pra mim duas opções: ou eu vôo acima de tudo isso ou me estabaco de vez. Só não da pra ficar imóvel.
"Viajar
Nessa procura toda
De me lapidar
Nesse momento agora
De me recriar
De me gratificar
Te busco alma
Eu sei"
