domingo, 9 de maio de 2010

E EU QUE NEM SOU MÃE

“Que em qualquer momento, meus filhos, sendo eu qualquer mãe, de qualquer raça, credo, idade ou instrução, vocês possam perceber em mim, ainda que numa cintilação breve, a inapagável sensação de quando vocês foram colocados pela primeira vez nos meus braços: misto de susto, plenitude e ternura, maior e mais importante do que todas as glórias da arte e da ciência, mais sério do que as tentativas dos filósofos de explicar os enigmas da existência. A sensação que vinha do seu cheiro, da sua pele, de seu rostinho, e da consciência de que ali havia, a partir de mim e desse amor, uma nova pessoa, com seu destino e sua vida, nesta bela e complicada terra. E assim sendo, meus filhos, vocês terão sempre me dado muito mais do que esperei ou mereci ou imaginei ter.”

...Lya Luft...


De todas as datas comemorativas, essa é uma das que mais mexe com a gente. Para o comércio, a mais lucrativa depois do Natal. Seria apenas consumo como tantas outras?
Eu penso que não. Nesse dia a preocupação não é dar o melhor presente, o mais caro, o que está mais na moda.
O que nós queremos é que elas saibam que nós nos importamos. Sendo o valor da lembrança pequeno, ou não havendo nada a dar. Elas não se incomodam muito.


Eu não sou e não sei se um dia vou ser mãe. Não há nada programado, nenhum sonho que me consuma a esse destino. Mas o sentimento de cuidado e amor que é encontrado nelas, já senti muitas vezes.

Esse dia pra mim, é pra todas aquelas que amam alguém mais que a si mesmo, a ponto de entregar o que for pelo bem estar desse alguém, tendo o trazido em seu ventre ou não.
Minha sobrinha acaba de completar 5 anos e aprendeu a escrever o próprio nome. Posso contar qual foi a segunda ou as segundas palavras que ela aprendeu?
Esses dias ela me trouxe uma folha de papel com duas meninas desenhadas e em cima da cabeça da mais alta e desajeitada estava escrito em letras completamente tortas porém lindas: “ TIA CI”.

Portanto meus amigos, se tudo é uma questão de sentimento, este dia também é meu.



3 comentários:

  1. Que lindo o vídeo Ci!
    Também concordo que é tudo uma questão de sentimento...e quantas dessas mulheres que amam ao outro mais do que a si mesmas, a ponto de se sacrificarem pelo bem estar desse outro, nós conhecemos?!
    À elas, parabéns pelo dia, e à você, parabéns pelo post!

    Beijos.

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  2. O amor materno é mesmo um sentimento incrível e, ao mesmo tempo, indecifrável. Como pode um ser se doar tanto pela vida de uma outra pessoa, se tratando da maternidade? Essa é uma pergunta que só uma mãe de verdade pode responder. Talvez um dia, quando um pedaço de mim totalmente dependente, vier a terra, eu me aproxime desse sentimento.

    Parábens pela observação no texto Cintia

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